Extensão

Grupo de Estudo

GRUPOS DE ESTUDO E PESQUISA EM DIREITO - ATUAIS

1)      GRUPO DE ESTUDOS E PESQUISA DE FILOSOFIA DO DIREITO (GEPF-DTO) - 2017

 

DO PROJETO

De acordo com o CNPq, grupos de pesquisa visam a desenvolver, a partir de metodologia específica, o aprofundamento de investigações de determinados fenômenos que se apresentam problemáticos à observação científica, com o intuito de solucionar estes mesmos problemas. Trata-se de um conjunto de indivíduos que, organizados hierarquicamente em torno de uma ou mais lideranças no terreno científico, desenvolvem, profissional e academicamente, atividades de pesquisa.

A proposta deste Grupo é a de abordagem de tópicos especiais em Filosofia, tanto sob a perspectiva historiográfica (História da Filosofia do Direito), quanto filosófica propriamente dita, levando-se em consideração todas as noções que derivam desta abordagem, como as noções de Justiça, Lei, Ordem, Moral, Ética e Política. Dirige-se à prática da pesquisa jurídico-filosófica, bem como à leitura e discussão de textos clássicos da Filosofia e da Filosofia da Direito, a fim de que os pensamentos dos autores sejam compreendidos e interpretados em sua essência, sem a interferência de comentadores (ao menos inicialmente). O estudo será direcionado à Filosofia Antiga, sem esquivar-se da Filosofia contemporânea.

 

LINHA DE PESQUISA

Fundamentos de Filosofia e Filosofia do Direito/História da Filosofia

 

OBJETIVOS

Ambiciona-se contribuir para a compreensão e o ensino da Filosofia, da Filosofia do Direito e sua História, bem como incentivar o corpo discente à investigação, à crítica e ao debate de ideias.  Pretende-se, igualmente, capacitar e despertar no aluno o desenvolvimento do raciocínio crítico e filosófico, incentivando as atividades de pesquisa por intermédio da elaboração de artigos científicos, apresentação de pôsteres e painéis, relatório das atividades desenvolvidas e promoção de simpósios e oficinas, difundindo e atualizando a visão dos discentes quanto ao tema sugerido.

Promover o contato com textos e pensamentos que permitam ao discente refletir sobre o próprio conceito de Filosofia do Direito e alcançar a criação de material reflexivo-teórico capaz de auxiliá-lo no campo da pesquisa filosófico-jurídica. Almeja-se a cooperação e a interdisciplinaridade entre as outras ciências, no intuito de enriquecer ainda mais as reuniões. Haverá participação de professores-convidados e professores da casa, a fim de que o debate de ideias seja enriquecido, e novas vivências e dinâmicas interdisciplinares possam ser experimentadas no decorrer das atividades.

O material discente produzido poderá, após análise da comissão editorial, ser publicado pela REJU – Revista Jurídica da OAPEC Ensino Superior.

No mais, busca-se a realização de reuniões, mesas-redondas, seminários, jornadas de estudo, a fim de divulgar o trabalho realizado pelos membros-pesquisadores e promover o aperfeiçoamento, não só no que se refere à compreensão da temática, mas às técnicas e práticas de pesquisa acadêmica.

 

PÚBLICO ALVO

O grupo é destinado aos alunos de graduação da FASC – OAPEC Ensino Superior, regularmente matriculados, aos egressos e aos demais interessados em participar, desde que sejam alunos do ensino superior.

Estima-se como ideal um grupo entre 5 e 12 alunos.

Ele será coordenado pela Prof.ª Doutoranda Milena Tarzia.

 

METODOLOGIA

Durante a atividade de pesquisa, almeja-se a análise e compreensão de textos filosóficos e jurídicos, a partir de suas problemáticas, para a composição e apresentação de artigos científicos, pôsteres e painéis, relatórios parciais e finais dos estudos, haja vista que os encontros se darão aos sábados, semanalmente, com cronograma pré-determinado e material previamente oferecido ao discente.

A cada tópico desenvolvido pela coordenadora do grupo, será sugerida uma leitura individual, extraclasse, além de uma leitura ao longo dos encontros, para que o aluno se familiarize com os autores, textos e problemáticas abordadas.

Também serão promovidos simpósios, seminários, debates e mesas-redondas, para aprimorar e aprofundar o conteúdo estudado. Toda a produção científica realizada pelos membros-pesquisadores poderá, após análise da comissão de pareceristas, ser publicada pela REJU – Revista Jurídica da OAPEC Ensino Superior.

 

CRONOGRAMA DAS ATIVIDADES

 

Reuniões aos sábados.

Horários sugeridos aos discentes: das 14h00m às 16h00m.

 

Início/retorno: 05 DE AGOSTO DE 2017

 

·         AGOSTO/2017

 

05/08 – Introdução ao estudo da Filosofia: a Filosofia e seus problemas. Origem e significado.

 

12/08 – Noções básicas sobre Justiça e Cosmologia nos pré-socráticos

 

19/08 – Sócrates e o discurso ético

 

26/08 – Platão: a alma do mundo - o justo, o belo e o verdadeiro.

 

·         SETEMBRO/2017

 

02/09 – Aristóteles: a metafísica do justo

 

09/09 – Feriado (emenda)

 

16/09 – Epicurismo e Estoicismo: novas concepções sobre Justiça

 

23/09 – Sêneca e Cícero: o helenismo em Roma

 

30/09 - Neoplatonismo, cristianismo e Justiça: Plotino, Jâmblico, Proclo até Agostinho de Hipona

 

·         OUTUBRO/2017

 

07/10 – Semana Acadêmica

 

14/10 – Feriado (emenda)

 

21/10 – Introdução à Filosofia Moderna e Contemporânea. Novos problemas e significados.

 

28/10 – O criticismo kantiano e a metafísica transcendental – Moral, Direito, Estado e Justiça.

 

·         NOVEMBRO/2017

 

04/11 – Feriado (emenda)

 

11/11 – O idealismo alemão em Fichte, Schelling e Hegel.

 

18/11 – Nietzsche e o Direito: a ética de superar-se a si mesmo.

 

25/11 – Nos caminhos de Nietzsche: justiça, literatura e existencialismo com Kafka, Dostoiévski, Sartre e Camus. Encerramento letivo.

 

Proposta para o primeiro semestre de 2018: Iniciar as atividades com estudos sobre as filosofias de Heidegger e Hannah Arendt.

 

·         Materiais de apoio serão ofertados gratuitamente aos participantes.

 

BIBLIOGRAFIA PRELIMINAR

 

ABBAGNANO, Nicola. Dicionário de Filosofia. Martins Fontes, São Paulo, 2007.

 

ANTISERI, Dario & REALE, Giovanni. História da Filosofia. Todos os volumes. Ed. Paulus, São Paulo, 2007.

 

ARISTÓTELES. Ética a Nicômaco. Coleção Os Pensadores, seleção de textos José Américo Motta Pessanha, São Paulo: Ed. Abril, 1984.

 

___________. Metafísica. 2ª edição. Edipro. Trad. Edson Bini. São Paulo, 2012.

 

___________. De anima. Editora 34, São Paulo, 2006.

 

BRISSON, L.  Platon: les mots et les mythes. Paris: François-Maspero, 1982.

 

BURKERT, W. Antigos cultos de mistério. São Paulo: EDUSP, 1992.

 

___________. Religião grega na época clássica e arcaica. Trad. M.J Simões Loureiro. Lisboa: Serviço de educação – Fundação Calouste Gulbenkian, 1993.

 

BORNHEIM, Gerd. Os filósofos pré-socráticos. Ed. Cultrix, São Paulo, 2005.

 

CAMUS, Albert. O Homem Revoltado. Ed. Record, 2010.

 

____________. O Mito de Sísifo. Ed, Recordo, 2007.

 

COLLI, Giorgio. La sabiduría griega. Vol I. Madrid, Editorial Trotta, 2008.

 

_____________. La naissance de la philosophie. Paris, Éditions de l’aire, 1981.

 

DETIENNE, Marcel. La cuisine de Pythagore. Paris, Archives des sociologie des religions 29, 141-61, 1970.

 

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DOSTOIÉVSKI, Fiódor. Os Demônios, Ed. 34, São Paulo, 2007.

 

________________. Crime e Castigo, Ed. 34, São Paulo, 2009.

 

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HÖFFE, Otfried. O que é justiça. EDIPUCRS, Porto Alegre, 2003.

 

JAEGER, W. Paideia – a formação do homem grego. 6ª ed. Saraiva, 2013.

 

JÚNIOR, Oswaldo Giacóia. Nietzsche X Kant. Uma disputa permanente a respeito de liberdade, autonomia e dever. Casa da Palavra, Rio de Janeiro, 2012.

 

KAFKA, Franz. O Processo. Companhia das Letras, São Paulo, 2005.

 

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KANT, Imannuel. Crítica da Razão Pura./Prática. Coleção Pensamento Humano, Ed. Vozes. São Paulo, 2012.

 

_____________. A Metafísica dos Costumes. Edipro. 2ª Ed. São Paulo, 2008.

 

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LONG, A. A. (org.). Primórdios da filosofia grega.  Ideias e Letras, São Paulo, 2008.

 

MAYOS, G. O criticismo kantiano. Trad. de Ricardo Henrique Carvalho Salgado e João Paulo Medeiros Araújo. Barcelona: Educacionline, 2008.

 

MASSINI-CORREAS, Carlos Ignacio. El derecho natural y sus dimensiones actuales. Ábaco, Buenos Aires, 1999.

 

MORRISON, Wayne. Filosofia do Direito: dos gregos ao pós-modernismo. Martins Fontes, São Paulo, 2006.

 

MÜLLER-LAUTER, Wolfgang. A doutrina da vontade de poder em Nietzsche. Annablume, São Paulo, 2004.

 

___________________________. Nietzsche: sua filosofia dos antagonismos e os antagonismos de sua filosofia. Ed. Unifesp, São Paulo, 2011.

 

NIETZSCHE, F. A Gaia Ciência. Cia das Letras, São Paulo, 2003.

 

__________. Genealogia da Moral. Cia das Letras, São Paulo. 2006.

 

__________. Para além do bem e do Mal. Vozes, São Paulo, 2007.

 

__________. Vontade de Poder. Coleção Mestres Pensadores, Ed. Escala, Rio de Janeiro, 2005.

 

__________. Humano, demasiado humano. Cia das Letras, São Paulo, 2008.

 

__________. Escritos sobre Direito. Ed. Loyola, Rio de Janeiro, 2012.

 

NUNES, Rizzatto. Manual de filosofia do direito. São Paulo: Saraiva: 2016.

 

PAPANOUTSOS, E. P. L’experiénce religieuse chez Platon. Athènes: Dodone, 1971.

 

PAPULI, G. Pitagorismo e formazione dell’idealismo platonico secondo la tradizione storiografica. Bolletino di Storia della Filosofia dell’ Università degli Studi di Lecce, n. 4, 1976.

 

PLATÃO. Protágoras, Górgias e Fédon. Trad. Carlos Alberto Nunes. Belém. Editora Universitária – UFPA, 2002.

 

_______. Diálogos: Teeteto e Crátilo. Trad. Carlos Alberto Nunes. Belém: Universidade Federal do Pará, 1973.

 

_______. Fedon. Trad. Maria Teresa Schiappa de Azevedo. São Paulo: UNB, 2000.

 

_______. Mênon. 4ª ed. Trad. Maura Iglesias. São Paulo: Loyola, 2007.

 

_______. A República. Trad. Maria Helena da Rocha Pereira. Lisboa: Fundação Calouste Gulbenkian, 1976.

 

REALE, G. Storia della filosofia greca e romana – Orfismo e Presocratici naturalisti. Milano: Tascabili Bompiani, v.1, 2004.

 

________. Para uma nova interpretação de Platão – Releitura da metafísica dos grandes diálogos à luz das doutrinas não escritas. São Paulo: Loyola, 1997.

 

REALE, Miguel. Filosofia do Direito. Ed.Saraiva, São Paulo, 2002.

 

RUIZ YAMUZA, E. El mito como estructura formal en Platón. Madrid: Publicaciones de la Universidad de Sevilla, 1986.

 

SANDEL, Michel. El liberalismo y los limites de la justicia. Gedisa, Madrid, 2002.

 

SARTRE, Jean-Paul. O Existencialismo é um humanismo, Vozes, São Paulo, 2004.

 

SCHELLING, F. W. J. Philosophical Investigations into the essence of human freedom. State Universtity of New York. 2006.

 

SIMMEL, Georg. Schopenhauer y Nietzsche. Caronte Filosofía, Buenos Aires, 2011.

 

SMITH, J. E. Plato’s use of myth in the education of philosophic man. Phoenix, n. 40, 1986.

 

SOUZA, José Cavalcante de (Sel. textos). Os pré-socráticos: fragmentos, doxografia e comentários. 2.ed. São Paulo: Abril Cultural, 1978. (Os Pensadores). Seleção de fragmentos e comentários (de Nietzsche e Heidegger, p.ex.), traduzidos pelos professores de grego da USP, com introdução e valiosas notas.

 

SPIEGEL, N. The essence of Orphism and its place in Greek philosophy. Jerusalem, n. 20, 1969.

 

TARZIA, Milena. Sobre Camus, Tragédia e outros escritos. Saarbrücken, Alemanha, NEA, 2014.

 

VATTIMO, Gianni. Introdução a Nietzsche. Ed. Presença, Lisboa, 1985.

 

_____________. Diálogo com Nietzsche. Martins Fontes, São Paulo, 2010.

 

VERNANT, J-P. Mythe et religion en Grèce ancienne. [S.l.]:Éditions du Seuil, 1990.

 

VILLEY, Michel. Filosofia do Direito. Martins Fontes, São Paulo, 2003.

 

Santa Cruz do Rio Pardo, 06 de fevereiro de 2017.

 

 

 

Prof.ª Doutoranda Milena Tarzia

Coordenadora do Curso de Direito

Faculdade de Administração de Santa Cruz do Rio Pardo - FASC

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